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Tuesday, September 5, 2023

Direito ao reparo: Apple a favor, Cientologia contra - Meio Bit

O direito ao reparo é o conceito de que usuários devem ter a liberdade de realizar manutenção de seus produtos eletrônicos como acharem melhor, ou por conta própria, ou escolhendo qual empresa de assistência técnica irá atendê-lo, para não mais depender exclusivamente das fabricantes.

A prática é tema de uma guerra entre legisladores e companhias há vários anos, com o conceito se aplicando originalmente a tratores e se estendendo às fabricantes de dispositivos móveis, no que a Apple obviamente se opunha ferrenhamente ao direito ao reparo.

Após anos lutando contra, Apple simplesmente mudou de ideia quanto ao direito ao reparo nos EUA (Crédito: Reprodução/iFixit)

Após anos lutando contra, Apple simplesmente mudou de ideia quanto ao direito ao reparo nos EUA (Crédito: Reprodução/iFixit)

Com o passar dos anos, a maçã começou a rever alguns de seus conceitos quanto à reparabilidade de iPhones, iPads, Macs e outros de seus produtos, culminando em 2019 com a liberação de peças e treinamento para assistências terceirizadas, mas abrangendo apenas produtos que já estivessem fora da garantia. Novos? Nem pensar.

Em julho de 2021, a discussão tomou um novo rumo quando o presidente dos EUA Joe Biden expôs seu pouco apreço pelas big techs, que ficaram grandes e poderosas demais nos últimos anos, e uma das ações foi propor leis de alcance nacional para a implementação do direito ao reparo. Na ocasião, a Casa Branca emitiu uma ordem executiva destinada à FTC (Comissão Federal de Comércio), o órgão equivalente ao CADE no Brasil, para que leis nesse sentido fossem elaboradas e endossadas.

O objetivo é bem claro, quebrar a hegemonia da assistência técnica que, nos EUA, é exclusiva dos fabricantes de seus produtos. Embora Apple, Microsoft e outras do Vale do Silício exercam um forte lobby, a questão é muito antiga e tinha como alvos originais as gigantes Caterpillar e John Deere, fabricantes de veículos agrários, construção civil e mineração, que são contra abrirem mão do controle da manutenção de seus tratores e afins, pois perderão MUITO dinheiro.

A exclusividade costuma ser bem cruel com donos de consoles de videogame, por exemplo. Tanto a Sony quanto a Microsoft condicionam o funcionamento do PS5 e do Xbox Series X, e também de modelos de gerações anteriores, à vida útil do drive óptico, e uma vez que este pifa, o dispositivo vira um peso de papel (excluem-se obviamente as versões de ambos sistemas que não têm o leitor). O reparo, além de exclusivo, costuma ser tão caro que é mais vantajoso comprar um novo console.

Sob o novo conjunto de leis, Sony e Microsoft seriam obrigadas a fornecerem não só as peças para que o reparo seja executado por qualquer um, mas compartilhar também ferramentas exclusivas e fornecer treinamento adequado, para que o reparo seja feito da maneira correta por assistências terceirizadas, ou pelo próprio consumidor. O mesmo seria aplicado para celulares, tablets, ou mesmo um trator.

A última coisa que a Caterpillar quer é ser forçada a abrir mão da manutenção exclusiva de seus veículos (Crédito: Reprodução/besthqwallpapers.com)

A última coisa que a Caterpillar quer é ser forçada a abrir mão da manutenção exclusiva de seus veículos (Crédito: Reprodução/besthqwallpapers.com)

Os estados de Minnesota, Colorado e Nova Iorque já passaram leis que implementam o direito ao reparo, ainda que com várias restrições. O primeiro, por exemplo, mira exclusivamente em dispositivos móveis e concedeu exceções a consoles, carros, equipamentos médicos, dispositivos de segurança e equipamentos agrícolas, no que o lobby de Sony, Microsoft, Caterpillar e John Deere saiu ganhando. Já estes perderam feio no segundo, no que o estado aprovou uma lei exclusiva para o reparo de tratores; no terceiro, a lei foi alterada pela pressão de lobistas.

Enquanto isso, a senadora distrital democrata do Susan Eggman (não, ela não é parente do Dr. Robotnik), do estado da Califórnia, apresentou um Projeto de Lei, o SB-244, bem mais alinhado com as diretrizes definidas por Biden, e não concede benefícios a nenhum fabricante. Todos serão obrigados a fornecerem peças, ferramentas, manuais e treinamento para o conserto de seus produtos para quem quiser realizá-los, seja o consumidor, ou uma assistência independente.

Em todos os casos, a Apple era contra a implementação do direito ao reparo, e usava as mesmas desculpas de sempre, desde a "segurança de dados dos usuários" e "garantia de qualidade no reparo" quando executado por ela própria, à própria "experiência de uso". Exatamente por isso, todo mundo foi pego de surpresa em 24 de agosto de 2023, quando a maçã declarou ter... mudado de ideia.

Na ocasião, a Apple enviou uma carta (cuidado, PDF) ao gabinete da senadora Eggman, dizendo que apoia a SB-244 já que esta não deve implementar exigências para a desativação de recursos de segurança, e as assistências terceirizadas devem notificar os consumidores se usarem peças usadas nos reparos, ou componentes não-oficiais; estas também devem exigir que o cliente autorize, por escrito, o reparo alternativo.

Ainda que com uma série de condições, a Apple apoiando o direito ao reparo é algo que não se vê todo dia. Por outro lado, o último lugar de que alguém esperava vir uma nova oposição a reparos executados por terceiros, é a Igreja da Tecnologia Espiritual, mais conhecida como Cientologia.

Cientologia não quer ninguém mexendo nos seus e-meters (Crédito: Colliric/Wikimedia Commons)

Cientologia não quer ninguém mexendo nos seus e-meters (Crédito: Colliric/Wikimedia Commons)

Fundada em 1953, a igreja foi uma forma de L. Ron Hubbard (1911 – 1986) driblar a pouca aceitação de seu método de "dianética", promovido inicialmente como um tratamento alternativo, ao mesmo tempo que gozaria de isenções fiscais. Sem se aprofundar muito, a Cientologia defende que eventos traumáticos causam "engramas", que se manifestariam como más influências, atrapalhando a evolução mesmo no decorrer de várias encarnações.

Para combater isso, a Cientologia promove o que chamam de "auditoria", um tratamento não muito diferente de uma consulta com um psicólogo, para a remoção dos "engramas", mediante pagamento de taxa. Entre os métodos usados, está o que inclui o uso de um dispositivo chamado eletroespectrômetro, ou e-meter, que, segundo a igreja, usa a atividade eletrodérmica (EDA, o mesmo princípio por trás do polígrafo) para auxiliar na "auditoria".

O e-meter não foi inventado por Hubbard, e o mesmo foi e voltou com seu uso dentro da Cientologia, no que suas versões são diferentes do modelo original, usado por outras instituições. Claro que todas são patenteadas e registradas junto à Author Services Inc., subsidiária que cuida de todo o espólio do fundador da Cientologia.

No dia 10 de agosto de 2023, Ryland Hawkins, representante legal da Author Services, enviou uma carta ao Escritório de Direitos Autorais dos EUA (USCO), alertando que o DMCA "considera ilegal o ato de contornar medidas tecnológicas implementadas para impedir o acesso não autorizado a obras protegidas por direitos autorais", e exige a alteração da lei para que esta conceda as mesmas exceções feitas pelo estado de Minnesota.

Embora a carta não cite o e-meter em nenhum momento, fica evidente que a Author Services se refere a ele. O equipamento nunca teve sua eficácia comprovada por especialistas externos, até porque apenas seus "auditores", que seriam "ministros treinados", são autorizados a operá-lo; a última coisa que a Cientologia quer é ser forçada a fornecer materiais e manuais de reparo a terceiros, o que invariavelmente revelaria como ele (não) funciona.

As exceções propostas pela Author Services vêm sendo criticadas duramente, pois acabariam por invalidar a lei por completo (convenhamos, é esta a intenção). De acordo com Nathan Proctor, diretor sênior dos Grupos de Pesquisa de Interesse Público dos EUA (PIRGs), se a sugestão da Cientologia for acatada, reparos seriam ilegais em qualquer dispositivo cuja operação esteja ligada à concordância com um Acordo de Licença de Usuário Final (EULA, não a de Genshin Impact).

Segundo Elizabeth Chamberlain, diretora de sustentabilidade da iFixit, a proposta é totalmente desproporcional, já que pouca gente conhece os e-meters, e menos gente ainda tem interesse em repará-los, no que a Cientologia pode acabar prejudicando milhões de consumidores de outros produtos, por pura mesquinharia.

Como de praxe, nem Ryland Hawkins, nem a Author Services ou alguém ligado à Cientologia, comentou o assunto.

Fonte: TechCrunch, 404 Media

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WhatsApp facilita pesquisa de canais com novo filtro avançado - TudoCelular.com

Além de oferecer novas opções de controle aos usuários, o WhatsApp agora está liberando uma nova ferramenta de pesquisa avançada para que seja mais fácil encontrar canais.

A novidade está presente na versão estável tanto do Android quanto do iOS, sendo que ela funciona de forma bem simples: o usuário pode filtrar os canais para apenas do seu próprio país.

Outro ajuste importante é que basta digitar um termo na barra de pesquisa para ter acesso a todos os canais relacionados, podendo escolhê-los por popularidade ou nível de atividade. Confira abaixo:

Ao introduzir filtros de pesquisa avançados para canais, os usuários agora podem facilmente descobrir e acessar canais que lhes interessam, eliminando a necessidade de ter informações específicas.

A possibilidade de filtrar canais por país e nível de atividade também é algo muito importante, uma vez que o usuário terá acesso aos canais mais ativos, populares ou mais recentes.

Por enquanto, a melhoria está sendo liberada apenas nos países onde os canais estão em funcionamento. Ou seja, não é o caso do Brasil.

Em outra frente, o WhatsApp também tem testado mais recursos para melhor gestão de comunidades e também uma nova interface para a tela inicial do Android.

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Novo celular Huawei tem chip de 7nm da chinesa SMIC, confirma Bloomberg - UOL

Passou quase uma semana, The New York Times, The Wall Street Journal e Financial Times ainda nem informaram, mas a Bloomberg noticiou e depois contratou a TechInsights para análise própria do Huawei Mate 60 Pro. Confirmou que usa um chip de 7 nanômetros da chinesa SMIC, com velocidade 5G equivalente à do iPhone.

No título, "Desmonte do Huawei revela salto de chip em golpe para sanções dos EUA" (abaixo). No texto, a avaliação de que "questiona a eficácia da campanha liderada pelos EUA para impedir o acesso da China a tecnologia de ponta" e faz voltar à largada a "disputa pela supremacia tecnológica". Também em vídeo.

Para a TechInsights, é "um grande marco para a indústria chinesa de semicondutores –e um movimento disruptivo no cenário global".

O Washington Post também noticiou, sem teste próprio, avaliando que o avanço "confirma os avisos dos fabricantes de chips dos EUA de que as sanções não impediriam a China" e, em vez disso, "estimulariam a redobrar esforços para construir alternativas à tecnologia americana".

Ouve do especialista Paul Triolo, da consultoria estratégica Albright Stonebridge Group, de Washington, que representa "um grande golpe para todos os antigos fornecedores da Huawei, a maioria empresas dos EUA", com "grande significado geopolítico".

Já o South China Morning Post noticia que o Mate 60 Pro esgotou nesta segunda (4) nas lojas online JD.com, Taobao e Vmall, mas a Huawei prepara "um estoque de 15 milhões de unidades, com expectativa de venda de 7 milhões", segundo analistas. Vai concorrer com o novo iPhone, que a Apple lança no próximo dia 12.

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Monday, September 4, 2023

Astrônomos encontram evidências de que existe outro planeta no Sistema Solar - Correio Braziliense

Há vários anos, astrônomos por todo o mundo investigam os chamados objetos transnetunianos (TNOs) — qualquer corpo que orbite o Sol a partir de distâncias de 30 unidades astronômicas (UA). Nessas investigações, pesquisadores podem ter encontrado um outro planeta no Sistema Solar, que estaria localizado após Netuno e teria características semelhantes às da Terra.

Segundo a pesquisa — publicada em 25 de agosto na revista científica The Astronomical Journal, o planeta estaria a apenas 250 a 500 unidades astronômicas de distância do Sol e bem próximo do Cinturão de Kuiper, localizado na órbita de Netuno.

Os especialistas explicam ainda que o planeta teria um tamanho similar ao da Terra, com cerca de 1,5 a 3 vezes a massa e órbita inclinada de cerca de 30 graus.

A descoberta foi alcançada quando os astrofísicos Patryk Sofia Lykawka, da Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão analisaram o movimento de objetos no Cinturão de Kuiper, que fica na órbita de Netuno.

Os movimentos capitados por eles seriam explicados pela existência de um outro planeta próximo à região e com as características indicadas. Este cenário também prevê a existência de novas populações de TNOs localizadas além de 150 UA geradas pelas perturbações do KBP (Planeta do Cinturão de Kuiper, em livre tradução) que podem servir como assinaturas testáveis observacionalmente da existência deste planeta", afirmaram os especialistas na conclusão da pesquisa.

Contudo, os especialistas refutam que a pesquisa possa ser ligada a teorias que tentam explicar a existência de um Planeta 9, no Sistema Solar. "O Planeta 9 é muito mais massivo e acredita-se que esteja localizado em órbitas mais distantes. Além disso, embora tenha sido proposto para abordar possíveis propriedades peculiares de alguns TNOs distantes, nosso cenário aborda a estrutura do distante Cinturão de Kuiper considerando as restrições mencionadas na pesquisa", destacaram os especialistas também.

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Imagem inédita do James Webb mostra como possivelmente será a morte do Sol - Multiverso Notícias

Em meio à magnitude do Universo, encontram-se paisagens cósmicas incríveis, capazes de gerar curiosidade e fascínio em qualquer um que as observa. Essa fascinação pelo cosmos acompanha a humanidade em sua história, que sempre buscou explicações sobre nossa realidade a partir da análise do Universo.

Hoje, os avanços tecnológicos possibilitaram a criação do telescópio espacial James Webb, que captura e divulga imagens dos céus capazes de tirar o fôlego.

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Com os resultados obtidos na busca pelo conhecimento cósmico, podemos conhecer ou pelo menos ter uma noção aprofundada a respeito do passado e do futuro do nosso Universo, assim como antecipar informações sobre o futuro do Sistema Solar em que vivemos, dada a semelhança física entre os diversos pontos do espaço.

Recentemente, o James Webb nos entregou uma foto que pode revelar o futuro do nosso Sol, em uma imagem que causa a mistura de fascínio, medo e impotência!

James Webb revela como pode ser o futuro do Sol em uma imagem

Foto: Nasa/CSA/ESA/Reprodução

Há poucos dias, a Nasa divulgou uma imagem da conhecida Nebulosa do Anel, possibilitando a visualização semelhante ao que será possivelmente o fim da nossa estrela, o Sol, o que deve ocorrer daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos.

Essa nebulosa também é chamada de Messier 57 e localiza-se a uma distância de cerca de 2,6 mil anos-luz da Terra. Além disso, a formação celeste é resultado da inflação das camadas externas de uma estrela em suas fases sinais.

O professor da University College London, Mike Barlow, explica que as imagens revelam detalhes inéditos dos arcos além dos anéis de gás, com uma extensão impressionante de 1 ano-luz, que equivale a 9,5 trilhões de quilômetros.

Algo jamais visto

As imagens da nebulosa planetária, originária do processo de morte das estrelas como o Sol e a metamorfose cósmica dessas estrelas em uma Anã Branca, mostram também um efeito jamais visto por qualquer outro telescópio.

De acordo com o Dr. Wesson, da Universidade de Cardiff, nenhum outro telescópio continha a sensibilidade e resolução do James Webb para conseguir capturar a intrigante dezena de características concêntricas dentro do halo fraco da nebulosa, que se encontra em um espaçamento regular.

Por sua vez, esse halo fraco é tido como os círculos de poeira luminosa mais afastados dos 20 mil aglomerados de gás denso que compõem o anel principal da nebulosa. E esse cenário possivelmente é o futuro do Sol daqui a bilhões de anos.

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Sunday, September 3, 2023

O que a Índia busca com missão ao sol pouco depois de chegar à Lua - BBC News Brasil

Nave espacial da India durante decolagem

Crédito, Isro

  • Author, Geeta Pandey
  • Role, Da BBC News em Déli

A nave Aditya-L1 decolou da plataforma de lançamento em Sriharikota no sábado às 11h50, horário da Índia (8h30 a frente do Brasil).

A primeira missão espacial da Índia para estudar o Sol tem o nome de Surya – o deus hindu do Sol, também conhecido como Aditya.

E L1 significa ponto 1 de Lagrange - o local exato entre o Sol e a Terra para onde a espaçonave indiana está se dirigindo.

Isso fica a 1,5 milhão de km da Terra – 1% da distância Terra-Sol.

A agência espacial da Índia afirma que serão necessários quatro meses para viajar tão longe.

De acordo com a Agência Espacial Europeia, um ponto de Lagrange é um local onde as forças gravitacionais de dois grandes objetos – como o Sol e a Terra – se equilibram, permitindo que uma nave espacial “paire”.

Assim que o satélite Aditya-L1 atingir este “ponto de estacionamento”, ele será capaz de orbitar o Sol na mesma velocidade que a Terra. Isto também significa que ele exigirá muito pouco combustível para funcionar.

A caminho do Sol

Na manhã de sábado, milhares de pessoas se reuniram na galeria montada pela Agência Indiana de Pesquisa Espacial (Isro) perto do local de lançamento para assistir à decolagem.

Ela também foi transmitida ao vivo pela TV nacional, onde comentaristas descreveram o lançamento como "magnífico". Os cientistas da Isro disseram que o lançamento foi bem-sucedido e que seu “desempenho é normal”.

Após uma hora e quatro minutos de voo, a Isro declarou que a "missão foi bem-sucedida".

“Agora a nave continuará sua jornada – é uma jornada muito longa de 135 dias, vamos desejar-lhe boa sorte”, disse o chefe da Isro, Sreedhara Panicker Somanath.

O diretor do projeto, Nigar Shaji, disse que, assim que o Aditya-L1 chegar ao seu destino, beneficiará não apenas a Índia, mas também a comunidade científica global.

Aditya-L1 irá agora viajar várias vezes ao redor da Terra antes de ser lançado em direção a L1.

Quando chegar a esta posição vantajosa, poderá observar o Sol constantemente - mesmo quando este está oculto durante um eclipse - e realizar estudos científicos.

A Isro não disse quanto custaria a missão, mas relatos da imprensa indiana estimam que o valor seja de 3,78 bilhões de rúpias (R$ 225 milhões).

Ilustração do sol como seria de perto

Crédito, Getty Images

Ventos solares

A Isro diz que a nave carrega sete instrumentos científicos que irão observar e estudar a coroa solar (a camada mais externa), a fotosfera (a superfície do Sol, a parte que vemos da Terra) e a cromosfera (uma fina camada de plasma que fica entre a fotosfera e a coroa).

Os estudos ajudarão os cientistas a compreender em tempo real a atividade solar, como o vento solar e as explosões solares, e os seus efeitos na Terra e no "clima" do espaço próximo.

O ex-cientista da Isro Mylswamy Annadurai diz que o Sol influencia constantemente o clima da Terra por meio de radiação, calor e fluxo de partículas e campos magnéticos. Ao mesmo tempo, diz ele, também impacta o "clima espacial".

"O clima espacial desempenha um papel na eficácia do funcionamento dos satélites. Os ventos solares ou as tempestades podem afetar a parte electrônica dos satélites e até mesmo derrubar as redes elétricas. Mas existem lacunas no nosso conhecimento do clima espacial", dizAnnadurai à BBC.

A Índia tem mais de 50 satélites no espaço e eles fornecem muitos serviços cruciais ao país, incluindo comunicação, dados meteorológicos e informações que ajudam a prever infestações de pragas, secas e catástrofes iminentes. De acordo com o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA), aproximadamente 10.290 satélites permanecem na órbita da Terra, com quase 7.800 deles atualmente operacionais.

A Aditya nos ajudará a compreender melhor a estrela da qual nossas vidas dependem e nos dará avisos sobre eventos solares, diz Annadurai.

"Conhecer as atividades do Sol, como o vento solar ou uma erupção solar com alguns dias de antecedência, nos ajudará a afastar nossos satélites do perigo. Isso ajudará a aumentar a longevidade de nossos satélites no espaço."

Clube para poucos

A missão, acrescenta, ajudará acima de tudo a melhorar a nossa compreensão científica do Sol – a estrela com 4,5 mil milhões de anos que mantém o nosso sistema solar.

A missão solar da Índia ocorre poucos dias depois de o país pousar com sucesso a primeira sonda do mundo perto do pólo sul lunar.

Com isso, a Índia também se tornou o quarto país do mundo a conseguir um pouso suave na Lua, depois dos EUA, da antiga União Soviética e da China.

Se o Aditya-L1 tiver sucesso, a Índia se juntará ao seleto grupo de países que já estudam o Sol.

O Japão foi o primeiro a lançar uma missão em 1981 para estudar explosões solares. A agência espacial norte-americana Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) observam o Sol desde a década de 1990.

Em Fevereiro de 2020, a Nasa e a ESA lançaram conjuntamente a Solar Orbiter que está estudando o Sol de perto e recolhendo dados que, dizem os cientistas, ajudarão a compreender o que impulsiona o seu comportamento dinâmico.

E em 2021, a mais nova espaçonave Parker Solar Probe da NASA fez história ao se tornar a primeira a voar através da coroa, a atmosfera externa do Sol.

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Jogadores compartilham imagens e situações incríveis em Starfield, é espetacular! - Windows Club - Windows Club

Starfield está aí a todo vapor, apesar de ainda estar em acesso antecipado, mas muita gente já está jogando e compartilhando situações inusitadas e imagens incríveis. Então prepare-se, em especial aos fãs de astronomia, já que a Bethesda carpichou nos gráficos e nas paisagens deslumbantres.

Talvez o único “ponto fraco” seria alguns NPCs, mas ainda é são bem interesativos e divertidos, e espere algo similar a Skyrim nessa parte só que com gráficos atualaziados.

Abaixo, se surpreenda:

Se você não jogar no fácil, a inteligência artificial podeaté fazer isso:

Que tal um mergulho em um planeta extraterreste?

Missão secundária que está agradando bastante nas redes:

A reçaõ dos jogadores está sendo mais do que positiva, e realmente é um jogo muito extenso, com milhares de coisas para fazer e que proporciona várias horas de diversão para os fãs de RPGs.

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