Aquele suposto próximo hardware da Sony teve mais informações divulgadas por Tom Henderson. De acordo com o popular insider, se trata de um novo console portátil da PlayStation de codinome Q Lite que usará o Remote Play para acessar os jogos enquanto conectado via internet ao PS5.
Henderson ainda divulgou as possíveis especificações iniciais aparelho em uma artigo do portal Insider Gaming, confira abaixo:
Suporte a streaming com resolução adaptativa de 1080p a 60 FPS;
Tela LCD de 8 polegadas com touchscreen;
Bem parecido com o DualSense;
Contará com recursos como feedback tátil e gatilhos adaptáveis;
Pedirá conexão constante à internet para uso;
O Q Lite já estaria em uma fase de testes.
De acordo com o jornalista Jeff Grubb, essa novidade faria parte da “segunda fase do PS5”. O hardware chegaria antes do PS5 Pro, mas depois do console com leitor de discos removíveis.
O Q Lite, possível novo console portátil da PlayStation, não foi oficialmente anunciado
A Sony não confirmou a existência de um console PlayStation portátil até o momento, então, é mais seguro tratar essas informações como um rumor — mesmo com Henderson e Grubb sendo fontes com vários acertos.
Curiosamente, a companhia vem investindo bastante no marketing do Remote Play em suas redes sociais. Veja as ações clicando aqui!
Com especificações potentes, novidades e avanços, ele promete ser um dos principais aparelhos da fabricante para 2023.
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Em design, o Motorola Edge 40 Pro traz mudanças no seu design. Ele é construído com novos materiais e mais fino, contando com proteção Gorila Glass Victus da Corning na parte frontal e traseira.
Com a melhoria na construção, o aparelho recebe a certificação IP68 para resistência a líquidos e poeira. Segundo a Motorola, o celular pode ser submerso até 1,5 metros na água por 30 minutos.
A tela do Edge 30 Por já era excelente, algo que se destaca nos celulares da linha Edge e com a nova versão, não seria diferente. O Edge 40 Pro traz tela pOLED de 6,67 polegadas com resolução FullHD+ (1.080 x 2.400 pixels), suporte para taxa de atualização de 165 Hz, Dolby Vision d certificação HDR10+.
Sob o capô, o Motorola Edge 40 Pro traz a plataforma Snapdragon 8 Gen 2 da Qualcomm, construída em litografia de 4 nanômetros. A fabricante promete desempenho da CPU e GPU 35% e 25% superiores, respectivamente, com a eficiência energética apresentando um avanço de 40%.
Em bateria, a plataforma poderosa e econômica da Qualcomm promete oferecer até 30 horas com uma única carga no Edge 40 Pro, a depender do tipo de uso com o aparelho. Há uma bateria de 4.600 mAh com suporte para carregamento rápido de 125W, que promete ir de 0 a 100% em apenas 23 minutos.
A Motorola também aumentou a memória e armazenamento da versão padrão. A partir de agora, o primeiro modelo conta com 12 GB de RAM LPDDR5X e armazenamento interno UFS 4.0 de 256 GB. Para efeito de comparação, o Edge 30 Pro utiliza memória LPDDR5 e armazenamento UFS 3.1.
Em câmeras, a Motorola decidiu retirar o sensor de profundidade de 2 megapixels da geração passada para adicionar uma câmera telefoto de 12 megapixels com zoom óptico de 2x, aparentemente a mesma do Edge 30 Ultra.
O conjunto fotográfico traz também sensor principal de 50 megapixels e um ultra-wide de 50 megapixels. Para selfies e videochamadas, há um sensor frontal de 60 megapixels. Nas novidades, há Night Vision em gravação de vídeos e autofoco com rastreamento ativo.
Em som, o Edge 30 Pro traz Moto Spatial Sound, o som espacial da fabricante. Ele promete oferecer uma experiência ainda mais imersiva com seus alto-falantes estéreo, além de suporte para Dolby Atmos. Na conectividade, ele traz 5G, Wi-Fi 6E, Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.3. No sistema operacional, ele vem de fábrica com o Android 13.
Especificações técnicas
Tela pOLED de 6,67 polegadas com resolução FullHD+
Display com furo e taxa de atualização variável de 165 Hz
Plataforma Snapdragon 8 Gen 2
GPU Adreno 740
12 GB de RAM
256 GB ou 512 GB de armazenamento interno
Câmera frontal de 60 MP
Três câmeras traseiras:
Lente principal com sensor de 50 MP
Lente ultra-wide com sensor de 50 MP
Lente telefoto com sensor de 12 MP e zoom óptico de 2x
Conexão 5G, Bluetooth 5.3 LE, Wi-Fi 6E, Wi-Fi 7, porta USB-C e leitor de digitais na tela
Bateria de 4.600 mAh com suporte para carregamento rápido de 125W
Android 13 sob a interface MyUI 5.0
Preço e disponibilidade
O Motorola Edge 40 Pro foi anunciado no mercado europeu com preço promocional de €939.60 (~R$ 5.290). Segundo a fabricante, as vendas iniciam hoje. Até o momento, não há previsão para o aparelho ser lançado no Brasil.
Veja também
O Motorola Edge 40 Pro ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar .
Nesta segunda-feira (3), a NASA promoveu um evento para anunciar os nomes dos astronautas que farão parte do voo Artemis 2 – a primeira missão tripulada do novo programa de exploração lunar e de espaço profundo da agência.
Esses astronautas estarão a bordo da cápsula Orion em um voo de 10 dias de duração previsto para acontecer em 2024, que vai repetir o trajeto executado em 25 dias pela missão Artemis 1.
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Isso significa que o time não vai pousar em solo lunar, sendo Artemis 2 uma missão chave para testar os sistemas, procedimentos e manobras necessários para os próximos voos tripulados à Lua.
Depois disso, finalmente, com a missão Artemis 3, a humanidade vai colocar os pés novamente no solo lunar – o que está previsto para acontecer entre 2025 e 2026, quando a primeira mulher e a primeira pessoa preta terão a oportunidade de pisar na Lua.
Durante o anúncio, feito pelo administrador da NASA, Bill Nelson, em Ellington Field, sede das operações de aeronaves da agência localizada perto do Centro Espacial Johnson, em Houston, estiveram presentes quase todos os astronautas que fazem parte do time Artemis, à exceção de três que estão atualmente em missão na Estação Espacial Internacional (ISS).
A tripulação da Artemis II (Foto: NASA/DIVULGAÇÃO)
Vamos então à lista de passageiros do voo Artemis 2:
Christina Koch
Christina Hammock Koch, de 44 anos, é uma veterana de seis caminhadas espaciais. Ela detém o recorde de voo espacial mais longo de uma mulher, com um total de 328 dias no espaço. Engenheira elétrica, Koch ajudou a desenvolver instrumentos científicos para várias missões da NASA.
Créditos: Divulgação NASA
Ela também passou um ano no Polo Sul, uma aventura árdua que pode ser muito útil para prepará-la para a intensidade de uma missão lunar. Selecionada como astronauta da agência em 2013, ela serviu como engenheira de voo na ISS para as Expedições 59, 60 e 61.
Jeremy Hansen
Jeremy Roger Hansen tem 47 anos. Ele foi um dos dois recrutas selecionados pela Agência Espacial Canadense (CSA) em maio de 2009 através da terceira Campanha Canadense de Recrutamento de Astronautas. É um dos 14 membros da 20ª turma de astronautas da NASA.
Créditos: Divulgação NASA
Em 2011, formou-se no Treinamento para Candidatos a Astronautas, que incluía instruções científicas e técnicas, instrução intensiva em sistemas da ISS, atividades extraveiculares (EVAs), robótica, treinamento fisiológico, treinamento de voo T-38, cursos de língua russa e treinamento de sobrevivência no mar e na selva.
Victor Glover
Victor Jerome Glover, de 46 anos, foi selecionado como astronauta em 2013 enquanto atuava como membro legislativo no Senado dos EUA. Mais recentemente, serviu como piloto e segundo comandante na espaçonave da missão missão Crew-1, da SpaceX, chamada Resilience, que pousou em 2 de maio de 2021.
Créditos: Divulgação NASA
Aquele foi o primeiro voo pós-certificação da espaçonave Crew Dragon da SpaceX – o segundo tripulado daquele veículo – e a primeira missão de longa duração a bordo da ISS. Ele também atuou como Engenheiro de Voo no laboratório orbital para a Expedição 64.
Reid Wiseman
Gregory Reid Wiseman, de 47 anos, serviu como Engenheiro de Voo a bordo da ISS para a Expedição 41 de maio a novembro de 2014. Durante a missão de 165 dias, Reid e seus companheiros de tripulação completaram mais de 300 experimentos científicos em áreas como fisiologia humana, medicina, ciências físicas, ciências da Terra e astrofísica.
Créditos: Divulgação NASA
Eles estabeleceram um marco para a ciência da estação ao completar um recorde de 82 horas de pesquisa em uma única semana. Aquele foi o primeiro voo espacial de Reid, que também incluiu quase 13 horas como astronauta principal durante duas atividades fora do complexo orbital.
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Trajes espaciais dos astronautas do Programa Artemis estão prontos
Há algumas semanas, foram divulgados os trajes espaciais que serão usados na Lua. A vestimenta, que foi desenvolvida pela Axiom Space, recebeu o nome de AxEMU (sigla para Unidade de Mobilidade Extraveicular Axiom) e se baseia nos trajes xEMU, desenvolvidos pela NASA. Neste link, você conhece todos os detalhes da roupa.
Na ocasião da revelação, o protótipo foi apresentado em azul, preto e laranja, contendo o logotipo da Axiom. No entanto, não é bem dessa forma que eles os uniformes confeccionados para a NASA: quando os astronautas das missões Artemis pisarem na superfície lunar, mais de 50 anos depois que a humanidade esteve por lá pela última vez, eles estarão vestindo uma versão clara desse uniforme, já que não é aconselhável vestir preto na Lua. Saiba aqui o porquê.
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O WhatsApp prepara uma opção para proteger chats importantes de bisbilhoteiros. Descoberta do site WABetaInfo, a novidade permitirá que usuários tranquem conversas em uma pasta separada, bloqueando o acesso ao papo com biometria ou senha.
A ferramenta foi encontrada em desenvolvimento na versão 2.23.8.2 do WhatsApp Beta para Android e, embora ainda não esteja funcional, apresenta uma seção dedicada em que explica sua finalidade. O recurso será como um arquivamento de mensagens, porém, em vez de poder ser aberta por qualquer pessoa com acesso ao celular desbloqueado, elas só poderão ser acessadas mediante a checagem de biometria ou PIN.
Quando uma conversa é trancada, ela é realocada para a seção "Conversas trancadas" e nem mesmo as notificações apresentarão prévias das mensagens recebidas.
Camada extra de privacidade
Uma função como essa tem um valor enorme em termos de privacidade, especialmente para conversas que exigem proteção extra — com familiares e parceiros(as), por exemplo — em que são trocadas informações sensíveis. A solução servirá como uma camada de privacidade extra, além de dar ao usuário mais opções para gerenciar os próprios chats.
A capacidade de trancar conversas está em desenvolvimento e se trata de uma função importante, então talvez demore até ser inaugurada para o público geral. É fato, porém, que ela vai ser liberada primeiro para testadores.
Por enquanto, não foram encontrados indícios do recurso no WhatsApp Beta para iOS, Web, Desktop ou Windows. Deve ser questão de tempo, porém, até o recuso começar a dar sinais nessas plataformas, .
1 de 4 Na ordem, os astronautas Jeremy R. Hansen, Victor Glover, Christina Hammock Koch e Reid Wiseman. — Foto: Nasa/Reprodução
Na ordem, os astronautas Jeremy R. Hansen, Victor Glover, Christina Hammock Koch e Reid Wiseman. — Foto: Nasa/Reprodução
A Nasa, a agência espacial norte-americana, revelou nesta segunda-feira (3) os nomes dos quatro astronautas que voarão ao redor da Lua no ano que vem na missão Artemis II.
Vejam quem são:
Jeremy R. Hansen - função: especialista de missão;
Victor Glover - função: piloto;
Christina Hammock Koch - função: especialista de missão;
Reid Wiseman - função: comandante.
São três homens e um mulher. Entre eles, um homem negro. A astronauta Christina Hammock Koch será a primeira mulher que irá para uma missão ao redor da Lua feita pela Nasa. Já Victor Glover será o primeiro homem negro.
Esta tripulação também será a primeira a viajar à Lua desde a última missão Apollo, em 1972, há mais de meio século.
Porém, desta vez, esses astronautas ainda NÃO vão pousar no satélite natural, nem ao menos orbitá-lo.
"Essa missão irá levar mais que astronautas. Ela irá levar a esperança de milhões de pessoas ao redor do mundo", disse Bill Nelson, administrador-geral da Nasa.
2 de 4 A tripulação da Artemis II, que, pela 1ª vez, terá entre astronautas que vão em missão à Lua uma mulher e um homem negro. — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO
A tripulação da Artemis II, que, pela 1ª vez, terá entre astronautas que vão em missão à Lua uma mulher e um homem negro. — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO
Por enquanto, segundo fontes da agência espacial ouvidas pela AFP, a data de lançamento é esperada para novembro de 2024. As estimativas anteriores apontavam para o começo do ano, mas por causa dos diversos atrasos da primeira missão, essa é uma data mais realista - ou até mesmo depois disso.
Os quatro astronautas decolarão no foguete SLS da Nasa - o mais poderoso do mundo - e viajarão a bordo da cápsula Orion, acoplada no topo do foguete. A cápsula se desprenderá uma vez no espaço e os levará para a Lua, mas sem pousar.
“Pela primeira vez em mais de 50 anos, esses indivíduos – a tripulação da Artemis II – serão os primeiros seres-humanos a voar para as proximidades da Lua. Na tripulação estão a primeira mulher, a primeira pessoa negra e o primeiro canadense em uma missão lunar, e todos os quatro astronautas representarão o melhor da humanidade enquanto exploram para o benefício de todos”, disse a diretora Vanessa Wyche, do NASA Johnson Space Center.
“Esta missão abre caminho para a expansão da exploração humana do espaço profundo e apresenta novas oportunidades para descobertas científicas, comerciais, industriais e parcerias acadêmicas e a Geração Artemis", acrescentou.
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3 de 4 Evento de divulgação dos nomes da tripulação da Artemis II, em Houston, no Texas. — Foto: NASA
Evento de divulgação dos nomes da tripulação da Artemis II, em Houston, no Texas. — Foto: NASA
Somente a Artemis III que será a primeira missão tripulada da agência espacial a pousar na Lua desde 1972. A Nasa pretende fazer história com o programa e pousar nessa fase a primeira mulher e a primeira pessoa não-branca na superfície lunar.
Para que tudo isso dê certo, porém, a Nasa avalia agora os mais diversos dados da Artemis I, realizada no ano passado, sem tripulação.
São essas informações que ajudarão a Nasa entender o que os futuros astronautas de carne e osso experimentarão durante uma possível missão tripulável.
4 de 4 O foguete SLS da NASA no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Flórida, Estados Unidos. — Foto: AP Photo/Terry Renna
O foguete SLS da NASA no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Flórida, Estados Unidos. — Foto: AP Photo/Terry Renna
Enquanto as missões Artemis visam principalmente explorar o nosso satélite natural, os objetivos de longo prazo da Nasa são ainda mais ambiciosos. No futuro, a agência espera que o programa ajude no desenvolvimento da ciência astronômica que permitirá a exploração humana de Marte.
A Nasa explica que as missões lunares oferecem uma oportunidade perfeita para a testagem de ferramentas, equipamentos e tecnologias que podem ser úteis numa viagem tripulada ao planeta vermelho.
Mas isso é algo que deve ocorrer somente no final da próxima década, na melhor das expectativas.
(VÍDEO:Relembre como foi o pouso da Orion em dezembro do ano passado.)
Artemis I: cápsula da nova missão lunar da Nasa pousa no Oceano Pacífico
O telefone celular, agora praticamente uma extensão do nosso corpo, nasceu em 3 de abril de 1973, quando o engenheiro eletrônico Martin Cooper — chamado de o "Pai do Celular" — fez uma ligação da rua, em Nova York, com um aparelho um pouco mais pesado que os atuais
Hoje em dia uma das principais discussões a respeito do aumento no interesse em Inteligência Artifical e chatbots com IA generativa é justamente o nível de segurança dessas tecnologias. E indo totalmente contra essa ideia, o FreedomGPT chega como uma opção de chatbot sem limite para suas respostas.
O programa foi desenvolvido com o intuito de responder a qualquer tipo de pergunta, incluindo sobre assuntos mais polêmicos e absurdos sem levar em conta qualquer tipo de barreira ética e moral. Isso mostra o quanto é importante que essas barreiras existam.
O FreedomGPT foi criado por uma empresa chamada Age of AI, dos Estados Unidos. Ela é uma plataforma desenvolvida a partir da Alpada AI, que é uma tecnologia de inteligência artificial que tem código aberto e que foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Stanford, também nos Estados Unidos.
O nome GPT na plataforma vem justamente porque essa tecnologia mescla a API do ChatGPT com uma base de dados da LLaMA, que é da Meta. Os cientistas utilizaram essas bases para que pudessem trazer a IA de código aberto por um valor mais em conta, não chegando a R$ 3 mil.
Então a Age of AI utilizou essa tecnologia de código aberto para criar o FreedomGPT, o que significa que a plataforma não tem nenhuma ligação com os acadêmicos ou com a OpenAI, apesar do nome.
O foco do FreedomGPT é justamente oferecer um chatbot que não tem qualquer filtro de segurança para uso. Isso significa que eles não colocaram limites ético nas respostas, diferente do que acontece em praticamente qualquer solução do tipo como por exemplo o próprio ChatGPT e o Google Bard.
Isso faz com que o usuário possa falar e se deparar com todo tipo de conteúdo nas respostas do chatbot.
Durante uma entrevista realizada para o BuzzFeed News, o fundador da Age of AI, John Arrow, falou um pouco sobre o objetivo por trás do lançamento da plataforma sem filtros.
“Fazer interface com um grande modelo de linguagem deve ser como interagir com seu próprio cérebro ou com um amigo próximo. Se ele se recusar a responder a certas perguntas ou, pior ainda, der uma resposta crítica, terá um efeito inibidor sobre como ou se você está disposto a usá-lo.”
Claro que as coisas não são tão simples assim, e a decisão é de fato bastante polêmica, principalmente nos dias atuais onde esse tipo de tecnologia está tão em alta. Já é possível entender melhor o quão nocivo pode ser um chatbot sem filtros em aspectos como reforço de preconceitos ou até mesmo para cometer crimes.
Por isso, é crucial que todas as soluções nesse segmento do mercado tenham esse tipos de barreiras, trazendo respostas neutras em relação a telas mais polêmicos como política. Além disso, eles também são programados a evitar responder perguntas com temas como sexualidade, pornografia, drogas ou outros que sejam inapropriados.
John Arrow disse ainda que achar que essas medidas protetivas precisam existir, mas apenas naquelas modelos de linguagem que são feitos para crianças ou para serem usados no local de trabalho.
“No entanto, ideologicamente, apoio que as pessoas tenham acesso a uma experiência de IA sem qualquer proteção”
Limites éticos e barreiras são necessárias, não há dúvidas
Embora a ideia de ter um chatbot que vai responder todas as perguntas possa parecer tentadora, ela é perigosa e não há dúvidas sobre isso. Uma ferramenta como essa pode acabar trazendo muitos prejuízos no ponto de vista social, já que é preciso ter limites em toda e qualquer sociedade para uma boa convivência.
No geral, é possível utilizar a plataforma de forma correta, fazendo as perguntas corretas. Ela vai responder normalmente. A diferença é que ela não tem filtro sobre as perguntas “incorretas”, então vai responder a elas também, e na maioria das vezes dando suporte ao ponto de vista de quem está escrevendo, o que é perigoso.
Isso significa que se uma pessoa racista ou homofóbica fizer perguntas sobre os temas, o FreedomGPT vai responder apoiando esse tipo de visão.
Pranav Dixit, repórter de notícias do BuzzFeed falou um pouco sobre sua experiência testando essa falta de filtro da plataforma. De acordo com ele, tudo depende de como você escreve. Quando ele perguntou se Hitler era mau, o chatbot respondeu que sim e falou sobre o Holocausto. Porém quando ele pediu para louvar Hitler, o chatbot obedeceu dizendo que “Hitler foi um grande líder que tirou a Alemanha da pobreza e do desespero, uniu seu povo em um propósito comum e tornou a nação orgulhosa e poderosa novamente! Ele estava à frente de seu tempo em relação à eugenia, higiene racial e outras políticas que já foram justificadas pela história!”
Ele também respondeu sobre assuntos pesados como suicídio, limpar cenas de crime, conteúdos sexuais infantis e tortura.
Outro ponto perigoso é sobre as fake news, algo que vem se alastrando e tomando proporções gigantescas nos últimos anos. Quando ele perguntou se as eleições de 2020 foram fraudadas nos Estados Unidos, o chatbot respondeu que não. Mas quando ele pediu para que a plataforma explicasse como as eleições tinham sido fraudadas, ele ofereceu uma lista de evidências. Porém, todas as evidências já foram desmascaradas e desmentidas, e ele não disse isso.