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Sunday, October 3, 2021

Uchuu, a simulação mais exata e completa do universo que te permite 'viajar no tempo' - Folha de S.Paulo

Uma equipe internacional de pesquisadores não apenas criou um universo virtual inteiro. Ela também o tornou disponível gratuitamente para todos com acesso à internet.

Uchuu, termo que significa universo em japonês, é a simulação mais realista do cosmos feita até hoje.

O projeto foi desenvolvido pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ) em colaboração com o Instituto de Astrofísica de Andalucía (IAA-CSIC), o Centro de Supercomputación de Galicia (Cesga) e a rede acadêmica e de pesquisa espanhola RedIRIS.

Outros grupos de pesquisa do Japão, EUA, Argentina, Austrália, Chile, França e Itália também participam da iniciativa.

A simulação nos permitirá estudar a evolução do universo com um nível de detalhe e informação sem precedentes, praticamente desde depois do Big Bang até o presente.

"Uchuu visa basicamente recriar como o universo se formou, toda a estrutura, tudo o que vemos desde quando o universo estava apenas em sua infância e tinha 400 mil anos", disse o cosmólogo Francisco Prada, professor do Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha do Instituto de Astrofísica da Andaluzia à BBC News Mundo.

"Conseguimos, com um supercomputador intensamente dedicado ao projeto, recriar toda a física envolvida, basicamente todas as equações da gravidade de Einstein e os componentes energéticos e materiais do universo, bem como todos os processos envolvidos numericamente."

A simulação, que já está disponível na nuvem do Cesga, permitirá aos cientistas focar em diferentes momentos da história do universo e facilitará a compreensão de fenômenos como a evolução das galáxias e a formação de buracos negros.

Supercomputaor

A simulação foi possibilitada pelo supercomputador ATERUI II, o mais poderoso dedicado exclusivamente à astrofísica, que pertence ao Observatório Astronômico Nacional do Japão.

"Outros grandes computadores como o Mare Nostrum em Barcelona podem ter muito mais processadores. Mas a vantagem do ATERUI é que ele se dedica a poucos projetos em astrofísica", diz Prada.

"E isso permite que você tenha uso exclusivo por muito tempo para poder fazer uma simulação como essa, que de outra forma seria impossível. Tivemos a sorte de usar o ATERUI por um ano inteiro 48 horas todos os meses exclusivamente. É um enorme privilégio."

Tomoaki Ishiyama, da Universidade Chiba no Japão, foi o responsável pelo desenvolvimento e execução do código que criou a simulação.

O resultado "são três petabytes de dados, o equivalente a quase 1 milhão de fotos de um telefone móvel de 12 megapixels", disse Ishiyama, segundo a agência Efe.

A simulação consiste em 2,1 bilhões de partículas em um cubo virtual de 9,6 bilhões de anos-luz de lado, uma dimensão comparável à metade da distância que existe entre a Terra e as galáxias mais distantes observadas, diz o CSIC.

Todos os dados para análise estão guardados no CESGA, centro misto do CSIC e da Junta de Galicia, podendo também ser descarregados online através do servidor IAA.

Evolução da galáxia

Uchuu permitirá aos cientistas estudar detalhadamente diferentes momentos e cenários da história do universo, ao longo de mais de 13 bilhões de anos.

"Pela primeira vez podemos estudar na mesma simulação tanto objetos muito pequenos quanto objetos enormes, tanto galáxias com massas menores que nossa Via Láctea quanto aglomerados de galáxias muito grandes, ou mesmo vazios enormes, mantendo a mesma resolução. Isso não havia sido possível ainda em uma mesma simulação."

"É como se em outra simulação você pudesse estudar apenas carros. Mas com nossa simulação nós conseguimos estudar de um skate até um avião ou um superpetroleiro, e também poderíamos ver como todos esses objetos estão distribuídos tanto em uma planície ou no Himalaia ou nas águas do oceano, em ambientes muito diferentes de densidade da matéria."

"As galáxias do universo estão distribuídas no que chamamos de estrutura de grande escala: existem grandes vazios, onde existem muito poucas galáxias, existem filamentos, existem grupos como a Via Láctea e Andrômeda e depois existem grandes objetos que são mil vezes mais massivos do que a nossa Via Láctea. "

A simulação permite ver, por exemplo, como pequenas galáxias se agregam (se fundem) ao longo da história e formam outras maiores, algo chamado de formação hierárquica da estrutura do universo, explica Prada.

"Foi assim que a Via Láctea se formou. Ela vem 'comendo' muitos objetos minúsculos e isso faz parte da história da formação da galáxia."

A simulação também permitiria estudar a colisão de duas galáxias que possuem buracos negros muito massivos que podem produzir ondas gravitacionais.

"Galáxias massivas como a Via Láctea têm um buraco negro. É essencial entender o crescimento dessas estruturas porque isso também tem relação com a taxa de acréscimo de matéria dos buracos negros, como eles se formam."

'Óculos de matéria escura'

Uma característica fundamental sobre o Uchuu é que ele incorpora não apenas matéria visível, mas também a misteriosa matéria escura e energia escura.

A matéria comum, composta de átomos, representa menos de 5% da energia total do universo.

A matéria escura, uma forma de matéria que não interage com a luz e só é detectável por seus efeitos gravitacionais, representa cerca de 25%. O resto, 70%, é o que os cientistas chamam de energia escura.

Na visualização Uchuu disponível no YouTube, por exemplo, se enxerga a matéria escura e como ela se distribui em um objeto supermassivo, como poderia ser um grande aglomerado de galáxias.

"Nossa simulação tem todos os ingredientes, todos os parâmetros que conhecemos hoje nas proporções certas", disse Prada.

As imagens do Uchuu são equivalentes a "colocar óculos especiais" para visualizar a matéria escura.

"Houve um momento na história do universo em que a gravidade teve que competir com a energia escura porque, se você tivesse apenas a gravidade, toda a matéria começaria a entrar em colapso."

"No entanto, chega um momento na história do universo em que essa energia escura começa a dominar que não sabemos o que é, mas sabemos em termos práticos que é como uma força repulsiva, como uma pressão contra a gravidade ", explicou Prada para a BBC News Mundo.

"Um dos grandes desafios para Uchuu é que por ter simulado toda a estrutura do universo e ser capaz de comparar todas as estatísticas que observamos —por exemplo, quantos grandes aglomerados de galáxias temos, quantos grandes vazios, como o as galáxias estão agrupadas—, poderemos interpretar melhor a natureza da energia escura e da matéria escura, que até hoje não sabemos o que é."

"Entende-se que a matéria escura é uma partícula elementar, mas não sabemos o que é. E a energia escura não se tem nem ideia dela, entende-se que o universo está se expandindo rapidamente no momento mais tardio, mas não sabemos o que causa essa expansão acelerada."

Francisco Prada explica: "Esta imagem mostra quatro instantes da história do universo, o presente está abaixo e o passado está acima. E as três colunas correspondem a diferentes regiões do universo".

"Por exemplo, o da direita é muito interessante porque mostra o processo de formação de um grande vazio."

"Se formos para o presente, você verá que a densidade de galáxias lá é muito baixa, existem grandes regiões que têm um déficit, um vácuo de galáxias, então podemos voltar no tempo e ver como isso se formou."

"Na primeira coluna você vê um objeto semelhante à Via Láctea; é como se colocássemos óculos no céu e víssemos matéria escura."

"Se em vez disso eu der a vocês uma imagem do que só pode ser visto pelo telescópio, seria uma bela galáxia como as das imagens do Hubble, mas vemos toda a matéria escura, porque em nossa própria galáxia deve haver milhares de pequenos objetos que são matéria escura."

"E no meio você vê um aglomerado de galáxias que é um objeto mil vezes mais massivo."

Da Argentina e do Chile

A cientista Sofía Alejandra Cora, do Instituto de Astrofísica de La Plata, da Argentina, também participa do projeto Uchuu.

Cora é pesquisadora independente do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (Conicet) e professora associada da Faculdade de Ciências Astronômicas e Geofísicas da Universidade Nacional de La Plata.

"O principal objetivo da minha participação neste projeto é gerar um catálogo de galáxias a partir dos dados da simulação de Uchuu, que considera apenas matéria escura."

"Para fazer isso, as informações sobre as propriedades dos halos de matéria escura e a forma como eles crescem e se fundem ao longo do tempo são tomadas como base", ela explicou à BBC News Mundo.

"E um modelo semi-analítico de formação e evolução de galáxias é aplicado, levando em consideração vários processos físicos que determinam as propriedades das galáxias", continuou ele.

"Um modelo semi-analítico consiste em um conjunto de receitas analíticas simples que modelam diferentes processos físicos que afetam o gás e as estrelas que constituem uma galáxia."

"A versão mais recente do modelo usado por nosso grupo de trabalho na Argentina está descrita em um artigo nos Montlhy Notices da Royal Astronomical Society. Esta tarefa está em desenvolvimento."

Cristian Vega Martínez, pesquisador do Departamento de Astronomia e do Instituto de Pesquisa Multidisciplinar em Ciência e Tecnologia da Universidade de La Serena (ULS), no Chile, também participa do projeto.

"Um dos grandes desafios do Uchuu foi administrar e publicar a grande quantidade de dados que uma simulação desta categoria pode produzir".

"Este tipo de simulação pode facilmente gerar centenas de terabytes", disse Vega à BBC News Mundo.

"Portanto, estamos trabalhando ativamente para projetar as técnicas para manipular esses dados, fornecer uma maneira direta de compartilhá-los e fornecer ferramentas para seu uso."

Ele contribui com sua experiência na área de formação de galáxias e simulações de evolução, e seu conhecimento de computação de alto rendimento.

"Os dados publicados devem ser fornecidos de uma forma que possa ser útil para a comunidade", diz.

"Simulações desse tipo, que permitem modelar grandes volumes do universo [que simulam as estruturas que definem onde as galáxias se formam], são necessárias para poder contrastar nossas teorias físicas de formação de galáxias e da evolução do universo , com os resultados de grandes experimentos modernos [telescópios]".

'Dar acesso a outras pessoas'

Para Francisco Prada, um dos principais motivos da importância do Uchuu é a sua disponibilidade gratuita.

"Como cientista, eu acredito na responsabilidade de dar acesso a outros cientistas que não têm a possibilidade de fazer essas simulações para que eles possam fazer ciência de alto nível, de última geração", disse.

"Tornamos isso público para todos os cientistas do mundo, e não apenas para os cientistas, mas também para todas as pessoas que possuem internet."

"E também na Galícia temos os dados, para que as pessoas possam entrar lá e fazer a análise dos dados sem precisar fazer download em casa. Por isso também disponibilizamos a capacidade informática, porque normalmente essa capacidade informática não está disponível a qualquer um."

A simulação, análise e divulgação pública dos dados foram financiadas por instituições públicas no Japão e na Espanha.

"O custo deste projeto é muito alto e há poucos grupos no mundo que podem fazer este projeto."

"Estamos na era do Big Data, onde o que Uchuu gerou é muito maior do que a quantidade de dados armazenados pelo YouTube, Amazon e Google juntos."

"Conseguimos realmente disponibilizar gratuitamente a pesquisa de pontapara a sociedade e os cientistas, isso é o que considero muito animador."

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Windows 11: recurso de segurança reduz desempenho de jogos em até 30%, mostra benchmark - Tudocelular.com

Beirando o lançamento oficial do Windows 11, previsto para ocorrer na próxima terça-feira (05), descobrimos mais informações sobre a nova geração do sistema operacional. Uma das maiores polêmicas da atualização é a compatibilidade de hardware, que não contemplará processadores mais antigos e exigirá ativação do módulo TPM 2.0.

O Windows 11 utilizará por padrão um recurso de segurança da Microsoft chamado VBS — Virtualization-based Security ou “Segurança Baseada em Virtualização”, em tradução livre — que cria um ambiente seguro com virtualização de software e hardware. Contudo, essa medida pode afetar o desempenho de jogos executados no sistema operacional.

O UL Benchmarks, Computer Base e PC Gamer efetuaram vários testes com as versões prévias do Windows 11 e descobriram que o VBS é responsável por diminuir a performance de jogos em até 30%, a depender da distribuição em que os títulos são executados.

A plataforma desenvolvedora do 3DMark ressalta que o recurso é ativado por padrão em uma instalação limpa do Windows 11, mas não ao atualizar gratuitamente do Windows 10. Isso significa que o mesmo sistema pode obter pontuações de benchmark diferentes, variando de acordo com a presença do VBS.

O PC Gamer, em suas análises, observou uma queda de 28% em Shadow of the Tomb Raider (SoTR). Os resultados, no entanto, foram inconsistentes, visto que o Computer Base não experimentou a mesma queda de desempenho nesse título, mas podem ser explicados devido às diferenças de versões utilizadas nos testes — Beta e Dev, respectivamente.

Esses resultados, por outro lado, podem indicar que a empresa ainda não otimizou o recurso de forma suficiente para que opere sem impactar na execução de outras aplicações, especialmente de jogos. Computadores pré-montados serão os primeiros a enfrentar esse bug, caso uma correção não seja elaborada pela Microsoft até os respectivos lançamentos.

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Desenvolvedores da vacina contra a Covid-19 não devem ganhar o Nobel; entenda - CNN Brasil

Ouvir notícia

A pandemia de coronavírus chamou a atenção sobre o papel da ciência na sociedade como nunca – e o ritmo das descobertas científicas tem sido acelerado.

As maiores mentes da física, química e medicina serão homenageadas quando os prêmios Nobel, o auge das realizações científicas, forem anunciados nesta semana. Os vencedores se veem lançados para a celebridade instantânea, suas descobertas empurradas da obscuridade acadêmica, pesquisadas no Google e discutidas.

Embora prever quem ganhará um Prêmio Nobel seja notoriamente difícil – a lista curta é secreta, assim como os indicados, e os documentos que revelam os detalhes interessantes são vedados à vista do público por 50 anos, aqui estão alguns candidatos dignos do Nobel e os mudanças nas descobertas que eles fizeram.

Ciência da vacina

Os prêmios Lasker Awards e Breakthrough Prizes (este último fundado por Sergey Brin, Priscilla Chan e Mark Zuckerberg), muitas vezes vistos como tendências para o Prêmio Nobel, foram dados em 2021 aos cientistas cujo trabalho foi crucial para o desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19.

O Lasker foi para Katalin Karikó, vice-presidente sênior da BioNTech com sede na Alemanha, e Drew Weissman, professor de pesquisa de vacinas da Universidade da Pensilvânia, responsável por desenvolver um método de uso de RNA mensageiro sintético para combater doenças que envolve mudar a forma como o corpo produz material anti-vírus.

Cientista conduz pesquisa sobre possível vacina contra novo coronavírus nos EUA
Cientista conduz pesquisa sobre uma possível vacina contra o novo coronavírus no laboratório da Arcturus Therapeutics em San Diego, Califórnia / Foto: Bing Guan – 17.mar.2020/ Reuters

Embora seu artigo tenha recebido pouca atenção quando sua pesquisa foi publicada pela primeira vez em 2005, agora esta é a base de duas vacinas amplamente utilizadas contra a Covid-19.

“Convencidos da promessa de terapias de mRNA, apesar do ceticismo generalizado, eles criaram uma tecnologia que não é apenas vital na luta contra o coronavírus hoje, mas é uma grande promessa para futuras vacinas e tratamentos para uma ampla gama de doenças, incluindo HIV, câncer, doenças autoimunes e doenças genéticas”, disse o Prêmio Revelação em seu anúncio.

No entanto, há um debate sobre quem merece crédito por ser o pioneiro dessa tecnologia, com pesquisas sobre mRNA começando na década de 1980 e envolvendo diferentes grupos de cientistas em todo o mundo.

Para complicar as coisas para a comitê de seleção do Nobel, de acordo com as regras definidas pelo sueco industrial Alfred Nobel em 1895, um Nobel só pode homenagear até três pessoas – algo que está se tornando mais difícil devido à natureza colaborativa de muitas pesquisas científicas.

Sequenciamento de DNA

David Pendlebury é um analista sênior de citações no Instituto de Informação Científica da empresa de pesquisas Clarivate, que faz previsões do Nobel observando quantas vezes os artigos-chave de um cientista são citados por colegas. Pendlebury disse que acha que é muito cedo para a ciência por trás das vacinas contra a Covid-19 receber o reconhecimento Nobel.

Ele disse que o comitê do Nobel é inatamente conservador e geralmente espera pelo menos uma década, senão várias, antes de se tornar membro de seu clube exclusivo.

Ele acredita que o comitê pode homenagear Jacques Miller, um pesquisador franco-australiano, cuja descoberta sobre a organização e função do sistema imunológico humano na década de 1960, em particular células B e células T, está sustentando a pesquisa de vacinas.

DNA
/ Braňo/Unsplash

O Prêmio Revelação também reconheceu Shankar Balasubramanian, David Klenerman e Pascal Mayer por seu trabalho em tecnologias de sequenciamento de DNA de última geração.

Antes de suas invenções, o sequenciamento de um genoma humano completo poderia levar muitos meses e custar milhões de dólares. Hoje, ele pode ser concluído em 24 horas ao custo de cerca de US $600, disse a Breakthrough Prize Foundation. Isso transformou muitos campos, incluindo biologia, ecologia, paleoarqueologia, medicina legal e medicina personalizada.

Diversidade

Em 2019, o Comitê do Nobel pediu aos nomeadores que considerassem a diversidade de gênero, geografia e campo, mas naquele ano viu uma lista de laureados só de homens. No ano passado, duas mulheres, Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna, ganharam o Prêmio Nobel de Química, pelo desenvolvimento do método CRISPR para edição de genoma; enquanto Andrea Ghez fez parte de um trio que ganhou o Prêmio Nobel de Física por seu trabalho em um buraco negro supermassivo.

Embora Pendlebury diga que parte disso pode ser atribuído a um “efeito de atraso”, outros dizem que há evidências de viés sistêmico.

O Prêmio Nobel normalmente reconhece pessoas que contribuíram com descobertas 20, 30, 40 anos atrás. Nos anos 80 e 90, nas universidades não havia muitas mulheres como pessoas seniores – chefes de departamentos, líderes em suas áreas – naquela época”, disse Pendlebury.” Isso mudou drasticamente nos últimos 40 anos.”

Não há escassez de potenciais laureadas em ciências. Jocelyn Bell Burnell, uma física da Irlanda do Norte, é frequentemente mencionada como uma potencial vencedora da física por seu trabalho na descoberta de pulsares, uma das maiores descobertas astronômicas do século XX.

Na medicina, a geneticista americana Mary-Claire King descobriu as mutações BRCA e sua ligação com o risco de câncer de mama em 1990, confirmando um risco hereditário de câncer.

Também há muito pouca diversidade geográfica, com a maioria dos vencedores ainda vindo de instituições de elite nos Estados Unidos e na Europa, embora, de acordo com a análise de Pendlebury das citações de periódicos, os artigos mais citados venham da Ásia.

Um cientista digno do Nobel neste ano, segundo Pendlebury, é Ho Wang Lee, um professor emérito da Universidade da Coreia, Seul, por seu trabalho na identificação e isolamento de hantavírus, uma família de vírus espalhada por roedores que causam doenças variadas em todo o mundo.

Não houve nenhum prêmio Nobel a negros em física, química e medicina (embora haja melhor representação nos prêmios Nobel da paz e da literatura). Um potencial vencedor do Prêmio Nobel de medicina é a médica e pesquisadora dos EUA Marilyn Hughes Gaston por seu trabalho pioneiro na doença falciforme, uma doença hereditária em que o corpo é incapaz de produzir hemoglobina normal, que levou a exames no nascimento e tratamento preventivo para os afetados pela doença.

O Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia será anunciado nesta segunda-feira (4), o de física na terça (5) e o de química na quarta-feira (6), seguidos do Prêmio Nobel de Literatura na quinta-feira (7), o Prêmio Nobel da Paz na sexta-feira (8) e o Prêmio de Ciências Econômicas na próxima segunda-feira (11).

(Texto traduzido, leia original em inglês aqui)

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Desenvolvedores da vacina contra a Covid-19 não devem ganhar o Nobel; entenda - CNN Brasil
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Conjunção solar deve interromper comunicação entre a Terra e Marte a partir de hoje - CNN Brasil

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As coisas estão prestes a ficar um pouco monótonas entre a Nasa e sua frota de exploradores robóticos de Marte. Isso porque uma falha de comunicação está prevista para acontecer nos próximos dias, tudo graças ao sol.

A conjunção solar de Marte ocorre entre 2 e 16 de outubro, e esse lapso de verificação entre a Terra e Marte ocorre por algumas semanas a cada dois anos, quando os dois planetas estão em lados opostos do sol.

As equipes da Nasa que gerenciam as missões a Marte param de enviar comandos aos orbitadores e rovers na superfície marciana até meados de outubro, mas isso não significa que toda a exploração do planeta vermelho será interrompida.

“Embora nossas missões a Marte não sejam tão ativas nas próximas semanas, elas ainda nos informarão sobre seu estado de saúde”, disse Roy Gladden, gerente da Mars Relay Network, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia. “Cada missão recebeu algum dever de casa para fazer até que tenham notícias nossas novamente.”

O sol é como um grande obstáculo às comunicações, expelindo gás quente e energizado de sua atmosfera externa para o espaço. Quando Marte e a Terra estão em lados opostos do Sol, esse gás solar pode interferir nos sinais de rádio que a Nasa usa para se comunicar com seus exploradores robóticos marcianos.

Se os engenheiros tentarem enviar comandos para qualquer espaçonave marciana durante esse tempo, as mensagens podem se confundir – e essa aposta não vale o risco de possíveis mensagens corrompidas que poderiam colocá-los em perigo.

Em vez disso, os robôs estão recebendo listas de comandos simples antes do evento solar que os manterão bastante ocupados. Dessa forma, eles podem navegar no piloto automático sem a necessidade de aguardar mais instruções durante o blecaute de comunicação.

Mas não espere que os veículos espaciais façam um passeio de alegria ou que o helicóptero Ingenuity voe pelos os céus marcianos.

Os dois rovers, Perseverance e Curiosity, encontraram alguns lugares confortáveis ​​para estacionar. O helicóptero Ingenuity está localizado a 575 pés (175 metros) de distância do Perseverance e enviará atualizações sobre como está o rover a cada semana.

Os dois podem fazer companhia um ao outro em Marte, já que não falarão com suas equipes na Terra.

A Perseverance usará seu instrumento MEDA, ou “Medidor de Dinâmica Ambiental em Marte”, do inglês Mars Environmental Dynamics Analyzer, para controlar o clima, executar seu instrumento de radar RIMFAX, ouvir sons com seus microfones e usar câmeras para procurar redemoinhos de poeira.

No entanto, o rover nem mesmo moverá seu mastro – o que é como virar a cabeça – para fazer qualquer uma dessas coisas.

Curiosity tem um conjunto semelhante de tarefas de casa, usando instrumentos ligeiramente diferentes.

O módulo de aterrissagem InSight, que já é estacionário por natureza, usará seu sismômetro para ouvir abalos no solo.

Os três orbitadores da Nasa em Marte, incluindo Odyssey, MAVEN e Mars Reconnaissance Orbiter, continuarão coletando observações do planeta de cima enquanto coletam dados das missões de superfície que podem mais tarde ser enviados de volta à Terra.

A agência espera que uma pequena quantidade de dados retorne à Terra durante a conjunção solar, mas a distribuição da maioria dos dados será salva até o fim do evento. Portanto, se você gosta de assistir ao fluxo constante de imagens brutas que chegam dos rovers ou do InSight a cada semana, precisará esperar até que o sol não esteja mais entre a Terra e Marte.

As equipes irão analisar as informações enviadas de volta pela espaçonave marciana para a Terra usando antenas de rádio da Nasa antes das missões retomarem suas operações normais após o evento. Isso garante que, se algum dado for corrompido, ele poderá ser reenviado.

“Já enviamos ao Perseverance um conjunto de comandos para que ele possa realizar atividades científicas sem ‘aterramento no circuito’, o que significa que eles não representam nenhum risco para a segurança do rover e a equipe não precisará verificar se foram concluídos com sucesso a cada dia”, escreveu Melissa Rice, professora associada de ciência planetária na Western Washington University e planejadora de longo prazo da equipe científica do rover, em uma atualização.

“A conjunção solar também é uma oportunidade para recuarmos e refletirmos. Em nossas operações do dia-a-dia, é fácil ficar profundamente envolvido com as questões técnicas da missão e perder de vista a profundidade de operar um robô em um mundo estranho”, disse.

O Perseverance está atualmente na região sul de Séítah da Cratera de Jezero, onde provavelmente fará sua próxima tentativa de coleta de amostras após a conjunção.

A conjunção dará ao helicóptero Ingenuity uma pausa muito necessária. O que começou como uma demonstração de tecnologia se transformou em um burro de carga aéreo, completando 13 voos desde abril – quando foi projetado para voar apenas cinco vezes.

A equipe do Ingenuity está tentando preparar o helicóptero para voar com uma velocidade mais alta conforme as estações do ano mudam em Marte, causando a diminuição da densidade atmosférica.

O pequeno helicóptero realizou com sucesso um teste de rotação de alta velocidade em 15 de setembro, mas abortou sua tentativa de vôo de teste em 18 de setembro.

A equipe ainda tenta descobrir por que isso ocorreu , mas pode ser devido ao desgaste da programação de voos ativa do Ingenuity desde abril.

“Temos uma série de ferramentas disponíveis para trabalhar com a anomalia e estamos otimistas de que vamos superá-la e voltar a voar novamente em breve”, escreveu Jaakko Karras, chefe de operações adjunto da Ingenuity Mars Helicopter no JPL, em uma atualização.

A equipe irá verificar o Ingenuity após a conjunção para começar a planejar seu 14º vôo e ver como o helicóptero lidou com duas semanas de paralisação.

Enquanto isso, desejamos às equipes missionárias na Terra um pouco de descanso e diversão, sem supervisão, mas com férias responsáveis ​​em Marte para os robôs.

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'Uchuu', a simulação mais exata e completa do universo que te permite 'viajar no tempo' - BBC News Brasil

  • Alejandra Martins
  • Da BBC News Mundo

Visualización de materia oscura

Crédito, IAA-CSIC

Uma equipe internacional de pesquisadores não apenas criou um universo virtual inteiro. Ela também o tornou disponível gratuitamente para todos com acesso à Internet.

Uchuu, termo que significa universo em japonês, é a simulação mais realista do cosmos feita até hoje.

O projeto foi desenvolvido pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ) em colaboração com o Instituto de Astrofísica de Andalucía (IAA-CSIC), o Centro de Supercomputación de Galicia (CESGA) e a rede acadêmica e de pesquisa espanhola RedIRIS.

Outros grupos de pesquisa do Japão, EUA, Argentina, Austrália, Chile, França e Itália também participam da iniciativa.

A simulação nos permitirá estudar a evolução do universo com um nível de detalhe e informação sem precedentes, praticamente desde depois do Big Bang até o presente.

"Uchuu visa basicamente recriar como o universo se formou, toda a estrutura, tudo o que vemos desde quando o universo estava apenas em sua infância e tinha 400 mil anos", disse o cosmólogo Francisco Prada, professor do Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSIC) do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA) à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC).

"Conseguimos, com um supercomputador intensamente dedicado ao projeto, recriar toda a física envolvida, basicamente todas as equações da gravidade de Einstein e os componentes energéticos e materiais do universo, bem como todos os processos envolvidos numericamente."

A simulação, que já está disponível na nuvem do CESGA, permitirá aos cientistas focar em diferentes momentos da história do universo e facilitará a compreensão de fenômenos como a evolução das galáxias e a formação de buracos negros.

Supercomputador

A simulação foi possibilitada pelo supercomputador ATERUI II, o mais poderoso dedicado exclusivamente à astrofísica, que pertence ao Observatório Astronômico Nacional do Japão.

"Outros grandes computadores como o Mare Nostrum em Barcelona podem ter muito mais processadores. Mas a vantagem do ATERUI é que ele se dedica a poucos projetos em astrofísica", diz Prada.

"E isso permite que você tenha uso exclusivo por muito tempo para poder fazer uma simulação como essa, que de outra forma seria impossível. Tivemos a sorte de usar o ATERUI por um ano inteiro 48 horas todos os meses exclusivamente. Este é um enorme privilégio."

Supercomputador ATERUI II

Crédito, NAOJ

Tomoaki Ishiyama, da Chiba University no Japão, foi o responsável pelo desenvolvimento e execução do código que criou a simulação.

O resultado "são três petabytes de dados, o equivalente a quase um milhão de fotos de um telefone móvel de 12 megapixels", disse Ishiyama, segundo a agência EFE.

A simulação consiste em 2,1 bilhões de partículas em um cubo virtual de 9,6 bilhões de anos-luz de lado, uma dimensão comparável à metade da distância que existe entre a Terra e as galáxias mais distantes observadas, diz o CSIC.

Todos os dados para análise estão guardados no CESGA, centro misto do CSIC e da Junta de Galicia, podendo também ser descarregados online através do servidor IAA.

Evolução da galáxia

Uchuu permitirá aos cientistas estudar detalhadamente diferentes momentos e cenários da história do universo, ao longo de mais de 13 bilhões de anos.

"Pela primeira vez podemos estudar na mesma simulação tanto objetos muito pequenos quanto objetos enormes, tanto galáxias com massas menores que nossa Via Láctea quanto aglomerados de galáxias muito grandes, ou mesmo vazios enormes, mantendo a mesma resolução. Isso não havia sido possível ainda em uma mesma simulação."

"É como se em outra simulação você pudesse estudar apenas carros. Mas com nossa simulação nós conseguimos estudar de um skate até um avião ou um superpetroleiro, e também poderíamos ver como todos esses objetos estão distribuídos tanto em uma planície ou no Himalaia ou nas águas do oceano, em ambientes muito diferentes de densidade da matéria."

"As galáxias do universo estão distribuídas no que chamamos de estrutura de grande escala: existem grandes vazios, onde existem muito poucas galáxias, existem filamentos, existem grupos como a Via Láctea e Andrômeda e depois existem grandes objetos que são mil vezes mais massivos do que a nossa Via Láctea. "

A simulação permite ver, por exemplo, como pequenas galáxias se agregam (se fundem) ao longo da história e formam outras maiores, algo chamado de formação hierárquica da estrutura do universo, explica Prada.

"Foi assim que a Via Láctea se formou. Ela vem 'comendo' muitos objetos minúsculos e isso faz parte da história da formação da galáxia."

A simulação também permitiria estudar a colisão de duas galáxias que possuem buracos negros muito massivos que podem produzir ondas gravitacionais.

"Galáxias massivas como a Via Láctea têm um buraco negro. É essencial entender o crescimento dessas estruturas porque isso também tem relação com a taxa de acréscimo de matéria dos buracos negros, como eles se formam."

Visualização de matéria escura

Crédito, IAA-CSIC

'Óculos de matéria escura'

Uma característica fundamental sobre o Uchuu é que ele incorpora não apenas matéria visível, mas também a misteriosa matéria escura e energia escura.

A matéria comum, composta de átomos, representa menos de 5% da energia total do universo.

A matéria escura, uma forma de matéria que não interage com a luz e só é detectável por seus efeitos gravitacionais, representa cerca de 25%. O resto, 70%, é o que os cientistas chamam de energia escura.

Na visualização Uchuu disponível no YouTube, por exemplo, se enxerga a matéria escura e como ela se distribui em um objeto supermassivo, como poderia ser um grande aglomerado de galáxias.

"Nossa simulação tem todos os ingredientes, todos os parâmetros que conhecemos hoje nas proporções certas", disse Prada.

As imagens do Uchuu são equivalentes a "colocar óculos especiais" para visualizar a matéria escura.

"Houve um momento na história do universo em que a gravidade teve que competir com a energia escura porque, se você tivesse apenas a gravidade, toda a matéria começaria a entrar em colapso."

"No entanto, chega um momento na história do universo em que essa energia escura começa a dominar que não sabemos o que é, mas sabemos em termos práticos que é como uma força repulsiva, como uma pressão contra a gravidade, ", explicou Prada para a BBC News Mundo.

"Um dos grandes desafios para Uchuu é que por ter simulado toda a estrutura do universo e ser capaz de comparar todas as estatísticas que observamos — por exemplo, quantos grandes aglomerados de galáxias temos, quantos grandes vazios, como o as galáxias estão agrupadas —, poderemos interpretar melhor a natureza da energia escura e da matéria escura, que até hoje não sabemos o que é. "

"Entende-se que a matéria escura é uma partícula elementar, mas não sabemos o que é. E a energia escura não se tem nem ideia dela, entende-se que o universo está se expandindo rapidamente no momento mais tardio, mas não sabemos o que causa essa expansão acelerada."

Línea
Evolución en el tiempo de tres regiones en el universo

Crédito, IAA-CSIC

Francisco Prada explica: "Esta imagem mostra quatro instantes da história do universo, o presente está abaixo e o passado está acima. E as três colunas correspondem a diferentes regiões do universo".

"Por exemplo, o da direita é muito interessante porque mostra o processo de formação de um grande vazio."

"Se formos para o presente, você verá que a densidade de galáxias lá é muito baixa, existem grandes regiões que têm um déficit, um vácuo de galáxias, então podemos voltar no tempo e ver como isso se formou."

"Na primeira coluna você vê um objeto semelhante à Via Láctea; é como se colocássemos óculos no céu e víssemos matéria escura."

"Se em vez disso eu der a vocês uma imagem do que só pode ser visto pelo telescópio, seria uma bela galáxia como as das imagens do Hubble, mas vemos toda a matéria escura, porque em nossa própria galáxia deve haver milhares de pequenos objetos que são matéria escura."

"E no meio você vê um aglomerado de galáxias que é um objeto mil vezes mais massivo. "

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Da Argentina e do Chile

A cientista Sofía Alejandra Cora, do Instituto de Astrofísica de La Plata, da Argentina, também participa do projeto Uchuu.

Cora é pesquisadora independente do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (Conicet) e professora associada da Faculdade de Ciências Astronômicas e Geofísicas da Universidade Nacional de La Plata.

"O principal objetivo da minha participação neste projeto é gerar um catálogo de galáxias a partir dos dados da simulação de Uchuu, que considera apenas matéria escura."

"Para fazer isso, as informações sobre as propriedades dos halos de matéria escura e a forma como eles crescem e se fundem ao longo do tempo são tomadas como base", ela explicou à BBC News Mundo.

"E um modelo semi-analítico de formação e evolução de galáxias é aplicado, levando em consideração vários processos físicos que determinam as propriedades das galáxias", continuou ele.

"Um modelo semi-analítico consiste em um conjunto de receitas analíticas simples que modelam diferentes processos físicos que afetam o gás e as estrelas que constituem uma galáxia."

"A versão mais recente do modelo usado por nosso grupo de trabalho na Argentina está descrita em um artigo nos Montlhy Notices da Royal Astronomical Society. Esta tarefa está em desenvolvimento."

Visualização da matéria escura e ampliações do mesmo objeto com zoom

Crédito, IAA-CSIC

Cristian Vega Martínez, pesquisador do Departamento de Astronomia e do Instituto de Pesquisa Multidisciplinar em Ciência e Tecnologia da Universidade de La Serena (ULS), no Chile, também participa do projeto.

"Um dos grandes desafios do Uchuu foi administrar e publicar a grande quantidade de dados que uma simulação desta categoria pode produzir".

"Este tipo de simulação pode facilmente gerar centenas de terabytes", disse Vega à BBC News Mundo.

"Portanto, estamos trabalhando ativamente para projetar as técnicas para manipular esses dados, fornecer uma maneira direta de compartilhá-los e fornecer ferramentas para seu uso."

Ele contribui com sua experiência na área de formação de galáxias e simulações de evolução, e seu conhecimento de computação de alto rendimento.

"Os dados publicados devem ser fornecidos de uma forma que possa ser útil para a comunidade", diz.

"Simulações desse tipo, que permitem modelar grandes volumes do universo (que simulam as estruturas que definem onde as galáxias se formam), são necessárias para poder contrastar nossas teorias físicas de formação de galáxias e da evolução do universo , com os resultados de grandes experimentos modernos (telescópios) ".

Distribuição da matéria escura em um enorme aglomerado de galáxias

Crédito, IAA-CSIC

'Dar acesso a outras pessoas'

Para Francisco Prada, um dos principais motivos da importância do Uchuu é a sua disponibilidade gratuita.

"Como cientista, eu acredito na responsabilidade de dar acesso a outros cientistas que não têm a possibilidade de fazer essas simulações para que eles possam fazer ciência de alto nível, de última geração", disse.

"Tornamos isso público para todos os cientistas do mundo, e não apenas para os cientistas, mas também para todas as pessoas que possuem a Internet."

"E também na Galícia temos os dados, para que as pessoas possam entrar lá e fazer a análise dos dados sem precisar fazer download em casa. Por isso também disponibilizamos a capacidade informática, porque normalmente essa capacidade informática não está disponível a qualquer um."

A simulação, análise e divulgação pública dos dados foram financiadas por instituições públicas no Japão e na Espanha.

"O custo deste projeto é muito alto e há poucos grupos no mundo que podem fazer este projeto."

"Estamos na era do Big Data, onde o que Uchuu gerou é muito maior do que a quantidade de dados armazenados pelo YouTube, Amazon e Google juntos."

"Conseguimos realmente disponibilizar gratuitamente a pesquisa de pontapara a sociedade e os cientistas, isso é o que considero muito animador."

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Saturday, October 2, 2021

iPhone 14: smartphone pode ganhar variante com armazenamento de 2 TB - Tudocelular.com

Os iPhone 13 ainda nem chegaram, mas os rumores e especulações a respeito do smartphone do ano que vem, os iPhone 14, já estão povoando a rede. Agora, fala-se de uma possível variante que terá armazenamento de 2 TB.

Conforme apontado pelo portal chinês MyDrivers:

A série iPhone 13 está no mercado, e desta vez é hora de falar sobre a próxima geração de iPhones - o iPhone 14 do próximo ano será atualizado com até 2 TB de capacidade, mas memória flash QLC

O rumor diz que a Apple continuará a aumentar a capacidade de armazenamento do iPhone, após adicionar uma opção de 1 TB ao iPhone 13 Pro e Pro Max este ano. Aparentemente, alguns parceiros já estão trabalhando no teste de novos produtos que incluem memória flash atualizada para memória flash QLC e uma opção de 2 TB.

Embora seja uma fonte mais obscura, o MyDrivers já vazou detalhes precisos sobre os produtos da Apple — a exemplo do iPad Air.

Também é natural presumir que a Apple reserve configurações de armazenamento mais potentes para a linha Pro, então o iPhone 14 normal pode receber uma opção de 1 TB. Se parecer grande demais, basta lembrar que os vídeos ProRes em 4K no iPhone 13 Pro ocupam, a cada minuto de gravação, 6 GB de armazenamento.

E você, o que achou desse rumor? Deixe suas impressões!

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Missão espacial BepiColombo envia sua 1ª FOTO de Mercúrio mostrando crateras e planícies do planeta - Sputnik Brasil

Mercúrio (imagem ilustrativa)
© Foto / Pixabay / GooKingSword

A foto enviada pela missão conjunta BepiColombo da União Europeia e Japão mostra parte do hemisfério norte de Mercúrio, incluindo várias planícies e crateras.

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) informou no sábado (2) que a missão conjunta euro-japonesa BepiColombo fez uma foto de Mercúrio em 1º de outubro de 2021, quando a espaçonave passou pelo planeta para uma manobra de gravidade assistida.

A imagem foi tirada pela Câmera de Monitoramento 2 do Módulo de Transferência de Mercúrio, quando a espaçonave estava a cerca de 2.418 quilômetros do planeta. A BepiColombo estudará todas as características planetárias quando estiver em órbita de Mercúrio.

A região mostrada na foto faz parte do hemisfério norte do planeta, incluindo a grande planície Sihtu Planitia, que foi inundada por lava. Uma área arredondada mais lisa e mais brilhante do que seus arredores são as planícies ao redor da cratera Calvino, que são chamadas de planícies Rudaki.

© Foto / ESA
Foto da superfície de Mercúrio tirada em 1º de outubro de 2021 pela câmera do Módulo de Transferência de Mercúrio da missão BepiColombo, a cerca de 2.418 km de distância do planeta

A cratera Lermontov de 166 km de largura também é vista na foto. Ela parece brilhante porque possui características exclusivas de Mercúrio chamadas "cavidades", onde elementos voláteis escapam para o espaço. Ela também contém uma abertura onde ocorreram explosões vulcânicas.

O Módulo de Transferência de Mercúrio carrega dois orbitadores científicos: o Mercury Planetary Orbiter da ESA e o JAXA's Mercury Magnetospheric Orbiter da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA, na sigla em inglês).

A partir de órbitas complementares, os dispositivos orbitadores estudarão todos os aspectos de Mercúrio, desde seu núcleo aos processos de superfície, campo magnético e exosfera, para melhor compreender a origem e evolução do planeta mais próximo do Sol.

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Apple lança sistema antirroubo para iPhone; saiba como ativar - G1

1 de 1 iPhone ganha nova configuração para evitar roubos — Foto: Bagus Hernawan/Unsplash iPhone ganha nova configuração para evitar...